Especialistas Revelam: Como a Jardinagem Terapêutica Reduz Ansiedade de Forma Comprovada
Por: Eloisa da Silva
Jardinagem terapêutica é o cuidado com plantas com a intenção de promover saúde mental, equilíbrio emocional e reduzir sintomas como ansiedade e estresse. Ela combina ação física, conexão com a natureza e mentalização, e muitos estudos já comprovam seus benefícios reais.
Neste artigo, você vai conhecer pesquisas confiáveis que mostram como a jardinagem terapêutica ajuda a acalmar a mente, reduzir a tensão e trazer mais sensação de controle. Também vai ver dicas de como incorporar essa prática à sua rotina mesmo se você tiver pouco espaço ou tempo.

Sumário
O que dizem as pesquisas científicas
Estudos conduzidos por instituições no Brasil e no exterior apontam efeitos positivos da jardinagem terapêutica sobre ansiedade, estresse e humor.
Uma pesquisa brasileira publicada pelo Hospital Israelita Albert Einstein acompanhou pessoas que passaram a participar de jardinagem comunitária. Houve redução dos níveis de ansiedade e estresse nos participantes, mais interação social, melhor alimentação e aumento da prática de atividade física.
Outra pesquisa nacional avaliou adultos que tiveram contato frequente com espaços verdes. Achou que estar em meio à natureza, mesmo moderadamente (uma ou duas vezes por semana), está associado a sintomas de ansiedade e depressão menores.
Também há estudos internacionais e revisões sistemáticas que indicam que jardinagem reduz níveis do hormônio do estresse, cortisol, melhora o humor e reduz sintomas de depressão leve à moderada.
Um estudo recente no Brasil focado em pessoas mais velhas mostrou que intervenções de horticultura terapêutica melhoram autoestima, sociabilidade e bem-estar global em idosos que participam de atividades com plantas.
Por que a jardinagem ajuda na ansiedade
A jardinagem terapêutica age sobre vários componentes da ansiedade e do estresse. Eis algumas das formas como isso acontece:
Contato com a natureza diminui a carga mental. A mente “descansa” ao observar plantas, terra, folhas, flores, cheiros naturais. Isso ajuda a desligar preocupações recorrentes.

Movimento físico leve (regar, cavar, plantar) ajuda a liberar tensão corporal, melhora o humor e ativa processos fisiológicos do bem-estar.
Socialização em jardins comunitários ou hortas coletivas oferece suporte social, sensação de pertencimento, conversas que distraem o foco da mente doente. Isso é muito importante para pessoas angustiadas.
Senso de propósito e realização: ver algo crescer, cuidar, colher ou simplesmente ver progresso no jardim gera orgulho, autoestima e sensação de competência.
Benefícios físicos indiretos (exposição solar, ar fresco, contato com microrganismos do solo) que também impactam o humor, o sistema imunológico e reduzem reações de ansiedade.
Exemplos práticos de estudos
No estudo do Hospital Israelita Albert Einstein com 291 adultos que foram iniciados numa horta comunitária, os participantes relataram diminuição dos sentimentos de ansiedade, além de melhorias no sono e no humor.
Outra pesquisa revisada recentemente mostrou que “terapia hortícola” (horticultural therapy) semanal ajuda pessoas com depressão leve a moderada a reduzir sintomas, em comparação com pessoas que não praticavam jardinagem estruturada.
Estudo no Brasil, em contexto de urbanização, encontrou que pessoas que relataram contato frequente com espaços verdes tinham ansiedade muito menor do que aquelas que tinham pouco contato.
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Como usar a jardinagem terapêutica na rotina
Mesmo que você nunca tenha cultivado plantas, existem formas práticas de aproveitar os benefícios. Aqui vão sugestões:
Comece pequeno: um vaso de poucas plantas ou uma horta de temperos na janela já ajudam. O importante é consistência.
Reserve um momento do dia para cuidar das plantas: regar, podar, observar. Mesmo dez a quinze minutos fazem diferença.
Busque variedades que proporcionem estímulo sensorial: plantas com aroma agradável (como lavanda), flores, texturas variadas, folhas macias. Isso intensifica o efeito terapêutico.
Jardinagem comunitária ou em grupo traz benefícios maiores: interação social, troca de experiências, ajuda mútua.
Integre jardinagem com outras práticas de bem-estar: caminhar, respiração consciente, meditação junto ao cultivo.
Permita-se errar: plantas nem sempre respondem perfeitamente, e isso também é parte do aprendizado.
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Considerações Finais
A jardinagem terapêutica não é moda ou passatempo: é uma prática com respaldo científico que reduz ansiedade, melhora humor, promove saúde mental e traz benefícios físicos.
Colocar plantas na vida não precisa ser algo grandioso. Pode começar com um vaso, um simples cuidado diário, observação e presença. E essa pequena conexão com a natureza já faz diferença.
Se você sente ansiedade, sobrecarga ou estresse, cultivar plantas pode ser uma forma de cuidado consigo mesma — suave, acessível e potente.
Perguntas Frequentes ‒ FAQ
1. Jardinagem terapêutica funciona mesmo para quem vive em apartamento?
Sim. Vaso na janela, hortinhas suspensas ou cultivo interno com plantas que toleram pouca luz já trazem benefícios.
2. Quanto tempo leva para sentir alívio da ansiedade?
Depende da pessoa, mas muitos estudos apontam benefícios já após algumas semanas de prática regular.
3. Preciso ter muitas plantas ou jardim grande para sentir os efeitos?
Não. Mesmo poucas plantas ou uma pequena horta trazem efeitos positivos, desde que você cuide com constância.
4. Que tipo de plantas ajudam mais?
Plantas aromáticas, flores, folhagens com texturas variadas ajudam bastante. O cheiro, a cor e o toque somam.
5. Jardinagem terapêutica substitui tratamento médico ou psicológico?
Não. Ela é complemento. Se a ansiedade for intensa ou persistente, é importante buscar acompanhamento profissional em saúde mental.
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Eloisa da Silva
Eloisa da Silva | Redatora e Curadora de Conteúdo do Be Page
Apaixonada por plantas, viagens e fotografia.
Adoro aprender coisas novas e compartilhar tudo que me inspira.
Aqui divido meus momentos, experiências e descobertas, do jeitinho mais simples e verdadeiro que sou.
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